A regra simples que pode salvar universitários das dívidas

A vida universitária costuma marcar a transição entre a dependência financeira da família e os primeiros passos rumo à independência.

Mas a verdade é que essa fase vem acompanhada de desafios, que podem levar a dívidas que se arrastam por anos.

Dados recentes e estudos acadêmicos mostram que muitos jovens brasileiros chegam ao final da graduação sem planejamento financeiro adequado.

Mas aqueles que aprendem a organizar sua vida financeira ainda na faculdade têm mais chances de começar a carreira profissional com segurança e autonomia.

O retrato da Geração Z e suas finanças

Uma pesquisa conduzida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelou que 47% dos jovens da Geração Z não realizam nenhum tipo de controle financeiro. O levantamento, publicado em maio de 2025 e realizado com jovens de 18 a 24 anos, também apontou que a maior parte desse público não associa pequenos gastos cotidianos ao risco de endividamento.

Os resultados indicam que, apesar de serem a primeira geração de nativos digitais, com amplo acesso à informação e propensão ao autoaprendizado, 47% dos jovens da Geração Z não controlam o que recebem e o que gastam.

As principais justificativas para essa falta de controle incluem não saber como fazer (19%), preguiça (18%), falta de hábito ou disciplina (18%), e até a ausência de rendimentos (16%).

Esses dados mostram a falta de hábitos de monitoramento orçamentário, que são fundamentais justamente no período universitário, fase em que surgem despesas com mensalidades, transporte, alimentação, livros e lazer.

José Cesar da Costa, presidente da CNDL, em declaração no lançamento da pesquisa, comentou que “é importante investir na formação e na educação financeira dessa parcela da população”.

Ele destacou também que esses jovens têm a seu favor a familiaridade com a tecnologia, o pensamento lógico e a fluidez entre o ambiente físico online, habilidades que ajudam a absorver e compreender novas formas de interação social mediadas pelos aplicativos e ferramentas online.

Educação financeira ajuda a evitar dívidas

Um estudo de 2024 feito na Faculdade de Ensino Superior de Linhares revelou dados preocupantes sobre o endividamento universitário.

A pesquisa mostrou que 58,8% dos estudantes têm dívidas, principalmente no cartão de crédito (60% dos casos), seguido por contas mensais (18,8%) e financiamentos (13,8%).

O impacto disso é significativo: 73,8% dos jovens relatam que as dívidas prejudicam sua qualidade de vida e geram estresse.

As pesquisadoras analisaram os hábitos de consumo e de controle orçamentário de estudantes de diferentes instituições. O resultado mostrou uma correlação direta entre educação financeira e menor nível de endividamento: alunos que tiveram contato com conceitos básicos de orçamento, juros e planejamento demonstraram maior capacidade de evitar dívidas e de se preparar para emergências.

Segundo elas, a falta de planejamento é um dos fatores determinantes para que jovens universitários acabem recorrendo ao crédito fácil — cartão, cheque especial ou empréstimos — sem considerar os impactos de longo prazo.

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Como lidar com a educação financeira durante a faculdade?

Para os jovens universitários, a educação financeira não é só um conhecimento teórico, mas uma competência prática para evitar armadilhas financeiras, gerenciar recursos, planejar o futuro e contribuir para seu próprio bem-estar e ascensão social.

O Na Prática elenca alguns passos importantes, com base em estudos da área, para organizar as finanças durante a faculdade e terminar o período sem endividamento.

1. Conheça sua realidade financeira

O primeiro passo é mapear todas as entradas (bolsa, estágio, mesada, renda extra) e saídas. A pesquisa da CNDL reforça que a falta de clareza sobre o fluxo de dinheiro é um dos principais motivos para o descontrole. Planilhas e aplicativos de finanças pessoais são aliados importantes.

2. Defina prioridades e limites

O estudo sobre endividamento universitário mostra que estudantes que estabelecem orçamentos mensais conseguem se proteger melhor contra dívidas. Um método prático é a regra 50-30-20:

  • 50% da renda para necessidades (alimentação, transporte, moradia).

  • 30% para lazer e desejos.

  • 20% para poupança ou emergências.

3. Use crédito com consciência

O cartão de crédito pode ser útil, mas os dados indicam que seu mau uso é um dos principais fatores de endividamento juvenil.

A recomendação dos especialistas é só gastar no crédito o que pode ser totalmente pago até o mês seguinte, evitando juros altos.

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4. Adote hábitos de consumo conscientes

A pesquisa da CNDL destaca que os jovens subestimam o impacto de pequenos gastos recorrentes. Mudanças simples — como cozinhar em casa, dividir serviços de streaming e optar por transporte coletivo — acumulam ganhos no orçamento.

5. Invista em conhecimento financeiro

De acordo com os estudos, a alfabetização financeira fortalece a capacidade de planejar e investir no longo prazo. Universidades, ONGs e instituições financeiras oferecem oficinas e cursos gratuitos que ajudam o jovem a se preparar.

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