

Marcela Marcos
Publicado em 10 de setembro de 2026 às 13:19h.
A dinâmica de grupo presencial é uma das etapas mais comuns em processos seletivos de programas de trainee e também uma das que mais geram ansiedade nos candidatos.
Afinal, não basta só saber a teoria e os pontos técnicos da sua área de atuação. É preciso mostrar como se comunica, relaciona com outras pessoas e resolve problemas propostos durante a atividade. Tudo isso com a pressão de recrutadores prestando atenção em cada movimento seu e anotando suas reações e respostas.
Para deixar você mais preparado para esse momento, reunimos algumas dicas. Acompanhe!
As empresas adotam a dinâmica de grupo presencial porque esse modelo simula a rotina de trabalho sob pressão. Os recrutadores observam as reações diante de imprevistos, as negociações e a maneira como o candidato trata os colegas. A etapa revela a inteligência emocional do candidato no dia a dia, validando as informações apresentadas no currículo.
As atividades propostas na dinâmica de grupo nem sempre têm ligação direta com a rotina do cargo para o qual você está se candidatando. Exercícios como montar torres de papel ou resolver estudos de caso funcionam como testes.
Segundo a publicação The Hidden Power of Messy Teams (do MIT Sloan Management Review), equipes de inovação podem gerar soluções mais viáveis quando iniciam o trabalho sem um problema totalmente definido e atuam de maneira conjunta em interpretações, hipóteses e planos de ação.
Nesse sentido, os exercícios em grupo podem servir para observar como candidatos se comportam diante de informações incompletas: se escutam perspectivas divergentes, contribuem para definir o problema, lidam bem com ambiguidades e colaboram para transformar as diferentes discussões em decisões e propostas.
As dicas abaixo ajudam a estruturar sua participação na dinâmica de grupo presencial.
Leia mais: Trainee é CLT? Entenda o contrato de trainee e as principais diferenças
A tensão da dinâmica costuma levar os candidatos a ter dois comportamentos que podem prejudicá-los na atividade: ter um tom autoritário ou uma postura passiva.
O perfil autoritário é aquele que tenta dominar a conversa, interrompe a fala alheia e busca impor decisões. Já a personalidade mais passiva é quando o participante prefere ficar em silêncio, principalmente quando precisa lidar com colegas mais expansivos. Essas duas atitudes reduzem a visibilidade do participante.
Ao lidar com alguém que fala mais alto e tenta dominar a decisão, o ideal é pausar a discussão e solicitar a opinião dos demais colegas. Pessoas que costumam ser mais reservadas podem intervir com perguntas direcionadas ao tema ou organizando os materiais e as discussões.
Saber se adaptar aos diferentes colegas e cenários é uma habilidade importante. O relatório Future of Jobs, do World Economic Forum, reforça que a flexibilidade cognitiva e o trabalho em equipe figuram entre as competências mais procuradas pelas empresas.
Já o artigo Every Team Needs a Super-Facilitator, da Harvard Business Review, diz que equipes de alto desempenho se beneficiam de pessoas capazes de integrar diferentes conhecimentos, de promover a participação dos colegas e de criar relações de confiança. E são justamente essas as habilidades que fazem um candidato se destacar durante uma dinâmica de grupo.
Leia mais: Quanto tempo normalmente dura um programa de trainee?
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