
Egberto Santana
Publicado em 1 de junho de 2026 às 17:59h.
“Eu preciso começar a usar mais o LinkedIn.” Você provavelmente já ouviu ou até mesmo falou esta frase. Afinal, muitos jovens recomendam usar a plataforma mais queridinha do mundo corporativo não só para procurar vagas de emprego mas também para se manter em destaque para o mundo corporativo. Mas são poucos o que antes se perguntam o que é o LinkedIn.
No Brasil, já são mais de 80 milhões de usuários, e a rede social corporativa tem passado a investir cada vez mais em recursos de inteligência artificial, melhorias no sistema de recomendações e novas ferramentas para produção de conteúdo e busca de vagas.
Neste guia completo, preparado pela equipe do Na Prática, você vai entender o que é o LinkedIn, como ele funciona e quais recursos podem ajudar a fortalecer seu perfil profissional.
O Linkedin é uma rede social voltada para conexões profissionais e desenvolvimento de carreira. Criada em 2003 por Reid Hoffman e atualmente pertencente à Microsoft permite criar um perfil profissional semelhante a um currículo online.
No site, usuários podem adicionar experiências profissionais, cursos, formações acadêmicas, certificações, competências e projetos realizados.
Diferentemente de redes sociais focadas em entretenimento, o LinkedIn tem um objetivo mais profissional. A ideia é facilitar conexões entre pessoas, empresas, recrutadores e especialistas de diferentes áreas.
O Linkedin funciona como uma mistura de rede social com currículo digital e portal de vagas. Ao cadastrar uma conta, o usuário cria seu perfil profissional, com dados sobre formação, atuação no mercado, experiências anteriores e resumo profissional.
A partir daí, é possível explorar a dinâmica de interação da rede, que faz o LinkedIn ser o que ele é, com publicações sobre trabalhos relevantes, reflexões sobre tendências e comentários nas postagens de colegas de trabalho ou de profissionais da sua área.
O algoritmo do LinkedIn costuma priorizar perfis mais completos e usuários ativos. Portante, é interessante manter o seu perfil atualizado e interagir frequentemente para aumentar a visibilidade e atrair os recrutadores.
Agora que você já entendeu o que é o Linkedin, vamos explicar todas as opções que a plataforma oferece, para os mais variados interesses profissionais.
Uma das funções mais populares da plataforma é a busca por vagas. As empresas divulgam oportunidades diretamente no Linkedin, permitindo candidaturas rápidas ou direcionando para seu portal de recrutamento.
A rede facilita conexões com profissionais de diferentes áreas e empresas, o que pode gerar oportunidades de emprego, parcerias, mentorias e trocas de conhecimento.
Leia Mais: Como criar uma rede de contatos no LinkedIn mesmo se você for introvertido
Publicar conteúdos relevantes ajuda profissionais a demonstrarem conhecimento sobre determinados assuntos e fortalecerem sua marca pessoal.
Muitos especialistas e empresas utilizam o LinkedIn para compartilhar análises, notícias, estudos e tendências profissionais.
Como já explicamos, o LinkedIn é uma rede profissional que anda nas duas mãos. Ou seja, de um lado você consegue se candidatar às vagas nas mais diversas empresas. Do outro lado, ela é utilizada pelos recrutadores para conhecerem mais sobre você, fazendo um primeiro filtro dos profissionais que poderão ser contratados.
Dito isso, confira abaixo algumas dicas de como criar um bom perfil no Linkedin:
A foto de usuário não precisa ser 100% formal, mas deve transmitir profissionalismo, ter boa iluminação e nitidez. Nada de colocar uma selfie na viagem, um retrato mais artístico ou uma imagem de personagem de desenho animado. Escolha bem, pois é ela que vai mostrar de fato com quem o recrutador está conversando.
A capa é a imagem de fundo do perfil e ajuda a reforçar sua identidade profissional. Segundo as recomendações mais recentes do Linkedin, o tamanho ideal da capa é de 4200 x 700 pixels. A plataforma também recomenda usar imagens de alta resolução, com poucos textos e elementos centralizados, já que partes da imagem podem ser cortadas em diferentes dispositivos.
O título do perfil aparece logo abaixo do nome e deve ir além do cargo atual. Em vez de apenas “Estagiário”, por exemplo, vale usar algo mais descritivo, como: “Estudante de Administração | Mercado Financeiro e Estratégia”. Procure sempre destacar as palavras-chave da sua área de interesse e que estão presentes de maneira frequente em anúncios de vagas de emprego.
A seção “Sobre” funciona como uma apresentação profissional. O ideal é explicar brevemente sua trajetória, interesses, habilidades e objetivos.
Mesmo quem ainda não possui experiência formal pode incluir projetos acadêmicos, voluntariado, iniciação científica, cursos e atividades extracurriculares. Tudo importa e pode demonstrar como você é um bom candidato para dar início na jornada de carreira.
O Brasil foi o segundo país a receber a ferramenta de postagens do LinkedIn. A ideia é transformar seu perfil em um blog. Se bem feitos, seus posts podem ser lidos pelas suas conexões, por quem segue as suas conexões e assim por diante, transformando você em um “Influencer”.
É bom lembrar que o LinkedIn é uma rede profissional, então não publique conteúdos inadequados (que você não gostaria que seu chefe lesse, por exemplo).
Também cuidado com o uso de IA. Textos com a linguagem do Claude ou do ChatGPT estão dominando a rede, e muitos usuários preferem ignorá-los quando aparecem no feed. Não tem problema você usar uma Inteligência Artificial para apoiar na criação do conteúdo, mas não se esqueça de adaptá-lo para o seu tom. Você também pode conferir a reportagem do Na Prática sobre como fazer textos de IA que não pareçam todos iguais.
A capa do LinkedIn é um dos primeiros elementos vistos por quem acessa o seu perfil. Por isso, ela pode influenciar diretamente a primeira impressão causada em recrutadores e conexões.
Alguns erros comuns podem prejudicar a aparência do perfil, como usar imagens desfocadas, exagerar nas informações ou inserir textos ilegíveis. Também vale evitar imagens muito genéricas ou capas com baixa resolução.
Antes de publicar, o ideal é conferir como a imagem aparece tanto no computador quanto no celular, já que partes da capa podem ser cortadas dependendo do dispositivo.
O processo é simples e pode ser feito tanto pelo computador quanto pelo aplicativo.
No computador, basta acessar o perfil, clicar no ícone de edição presente na área da capa e fazer o upload da nova imagem. No celular, o caminho é bem semelhante: toque na foto de perfi, clique no ícone de câmera presente na área da capa, em seguida, em “carregar foto única”. Depois, é só escolher uma imagem de sua preferência e salvar as alterações.
Muita gente não sabe, mas o LinkedIn permite baixar uma versão do perfil em PDF. O recurso é útil para visualizar como as informações descritas no perfil aparecem no formato padrão de currículo. Pode ser interessante de enviar rapidamente para vagas, mas também serve como modelo de comparação para construir o próprio layout no Canva.
O arquivo será baixado automaticamente no computador.
Não, o PDF do Linkedin não substitui o currículo profissional. Apesar de ser prático, o currículo gerado automaticamente pode não ter a melhor organização visual para determinadas vagas. Por isso, muitas pessoas utilizam o PDF apenas como base para criar um modelo mais personalizado.
Lembre-se que o ideal é você enviar um currículo adaptado para cada vaga que está concorrendo, conversando diretamente com os requisitos e obrigações descritos no anúncio da vaga. Por isso, evite enviar diretamente o arquivo do LinkedIn.
O LinkedIn também permite acompanhar candidaturas feitas pela plataforma. Para visualizar, faça o seguinte caminho:
O LinkedIn não possui uma ferramenta oficial de formatação em negrito dentro das publicações ou do perfil. Mesmo assim, muitos usuários utilizam conversores de texto para destacar palavras e frases, como o Flowpost. Esses geradores transformam letras comuns em caracteres especiais que simulam o efeito de negrito e chamam mais atenção do leitor ao passar pelo seu texto.
Apesar de funcionar visualmente, use esse recurso com moderação. O excesso de formatação pode prejudicar a leitura e deixar o conteúdo visualmente poluído.
Esta é uma questão polêmica. O LinkedIn permite que usuários coloquem um selo em volta de sua foto de perfil indicando que estão em busca de recolocação profissional. Especialistas apontam que o selo “Open to Work” em alguns casos pode, sim, aumentar a visibilidade de profissionais em busca de emprego, mas seu impacto varia conforme a área de atuação e o contexto do candidato.
Por outro lado, também defendem que o networking ativo, a atualização constante do perfil e a participação em eventos e grupos profissionais costumam trazer resultados mais consistentes no longo prazo. De maneira resumida, a recomendação é enxergar o selo como um recurso complementar, e não como a principal estratégia de recolocação no mercado.
Nos últimos anos, o Linkedin passou por diversas atualizações. Listamos os recursos mais relevantes atualmente.
Com a era da IA, o site foi atualizado nas seções de feed, opções de atualizações do perfil, recomendações de vaga e apoio na escrita das descrições profissionais, para tornar o uso mais prático, rápido e funcional.
O LinkedIn também passou a incentivar formatos mais dinâmicos de conteúdo, incluindo vídeos verticais. O que já era comum em outras redes, foi adaptado para o Linkedin, com a possibilidade de assistir os vídeos direto na plataforma.
A plataforma expandiu mecanismos de verificação de identidade e autenticidade profissional, deixando a visibilidade mais segura e confiável.
Agora que você já sabe o que é o Linkedin, o diferencial e as vantagens, deve se perguntar: vale a pena? A resposta é sim. Para quem deseja crescer profissionalmente, marcar presença em uma rede social voltada para o mundo corporativo é fundamental.
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