
Redação Na Prática
Publicado em 14 de abril de 2026 às 15:34h.
Se você já tentou fazer networking no LinkedIn, em eventos ou até dentro da faculdade e sentiu que “não deu em nada”, você não está sozinho.
O problema, na maioria dos casos, não é falta de esforço, mas erros de abordagem que passam despercebidos, especialmente para quem está no início da carreira.
A seguir, reunimos os 5 erros de networking mais críticos, organizados do mais prejudicial ao menos grave, com base em reportagens da revista Exame sobre o tema!
Uma matéria da Exame sobre “networking tóxico” destaca um comportamento clássico: pessoas que só entram em contato quando precisam de algo: uma vaga, uma indicação ou uma recomendação.
O texto descreve esse padrão como um dos mais prejudiciais porque transforma o networking em uma relação puramente utilitária. Em vez de construir confiança ao longo do tempo, a interação começa já com uma cobrança implícita.
Outro ponto reforçado na narrativa é que isso costuma gerar um efeito contrário ao esperado: em vez de abrir portas, fecha oportunidades, porque a outra pessoa percebe a falta de vínculo real.
O que fazer diferente:
Para quem está na faculdade ou no início da carreira, isso significa começar cedo e não só quando surge a urgência.
Já na reportagem sobre encontros de networking que “não dão em nada”, a Exame aponta um erro menos óbvio: a falta de personalização.
O texto descreve situações em que profissionais iniciam conversas com e-mail ou mensagens vagas, como elogios genéricos ou perguntas amplas demais. Segundo especialistas ouvidos na reportagem, isso passa a impressão de que aquela mensgaem poderia ter sido enviada para qualquer pessoa.
Além disso, a matéria destaca que conexões relevantes costumam nascer de interesses específicos em comum, e não de interações superficiais.
O que fazer diferente:
Exemplo: em vez de “admiro sua carreira”, prefira “vi que você migrou de engenharia para produto! Estou explorando esse caminho também”.
Outra ideia recorrente é a de que muitas pessoas entram no networking pensando apenas no que podem ganhar. Na matéria sobre por que o networking não gera resultados, especialistas destacam que esse tipo de postura é facilmente percebida e tende a afastar conexões. A lógica é simples: relações profissionais sustentáveis dependem de troca.
Mesmo quem está começando tem algo a oferecer. A própria reportagem sugere que valor não está apenas em experiência, mas também em informação, curiosidade, disposição para ajudar e conexão com outros contextos.
O que fazer diferente:
Networking eficiente é, afinal, sobre construir reciprocidade.
Outro ponto complicado sobre networking é a falta de clareza sobre si mesmo. Muitos profissionais, especialmente jovens, têm dificuldade de explicar o que buscam, o que estudam ou quais áreas despertam interesse. Isso dificulta que outras pessoas os conectem a oportunidades.
Em outras palavras: se você não comunica sua direção, sua rede não sabe como te ajudar.
O que fazer diferente:
Por fim, esbarramos na falta de follow-up. Para ilustrá-la: a pessoa conversa em um evento, troca contatos e nunca mais retoma. Depois, conclui que “networking não funciona”.
Especialistas citados nas reportagens produzidas pela Exame reforçam que o problema não está no primeiro contato, mas na ausência de continuidade. Relações profissionais são construídas ao longo do tempo, não em interações isoladas.
O que fazer diferente:
Levando em consideração essas reportagens da Exame, fica evidente um padrão: networking não falha por falta de esforço, mas por falta de intenção estratégica.
Os erros mais comuns (ser oportunista, genérico, unilateral, pouco claro e inconsistente) têm um paralelo evidente: todos ignoram o aspecto mais importante do networking, que é o relacionamento.
E isso é especialmente relevante para universitários e recém-formados, porque essa fase é justamente quando a rede começa a ganhar forma.
Leia Mais: Networking para quem não tem contatos: 7 estratégias para criar sua rede do zero
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