Evite estes 5 erros comuns de networking

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Redação Na Prática

Publicado em 14 de abril de 2026 às 15:34h.

Se você já tentou fazer networking no LinkedIn, em eventos ou até dentro da faculdade e sentiu que “não deu em nada”, você não está sozinho.

O problema, na maioria dos casos, não é falta de esforço, mas erros de abordagem que passam despercebidos, especialmente para quem está no início da carreira.

A seguir, reunimos os 5 erros de networking mais críticos, organizados do mais prejudicial ao menos grave, com base em reportagens da revista Exame sobre o tema!

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Os erros de networking mais críticos

1. Só aparecer quando precisa (e desaparecer depois)

Uma matéria da Exame sobre “networking tóxico” destaca um comportamento clássico: pessoas que só entram em contato quando precisam de algo: uma vaga, uma indicação ou uma recomendação.

O texto descreve esse padrão como um dos mais prejudiciais porque transforma o networking em uma relação puramente utilitária. Em vez de construir confiança ao longo do tempo, a interação começa já com uma cobrança implícita.

Outro ponto reforçado na narrativa é que isso costuma gerar um efeito contrário ao esperado: em vez de abrir portas, fecha oportunidades, porque a outra pessoa percebe a falta de vínculo real.

O que fazer diferente:

  • Mantenha contato mesmo sem “agenda escondida”
  • Interaja com conteúdos e atualizações das pessoas
  • Crie familiaridade antes de precisar pedir algo

Para quem está na faculdade ou no início da carreira, isso significa começar cedo e não só quando surge a urgência.

2. Abordar de forma genérica, como se estivesse falando com qualquer pessoa

Já na reportagem sobre encontros de networking que “não dão em nada”, a Exame aponta um erro menos óbvio: a falta de personalização.

O texto descreve situações em que profissionais iniciam conversas com e-mail ou mensagens vagas, como elogios genéricos ou perguntas amplas demais. Segundo especialistas ouvidos na reportagem, isso passa a impressão de que aquela mensgaem poderia ter sido enviada para qualquer pessoa.

Além disso, a matéria destaca que conexões relevantes costumam nascer de interesses específicos em comum, e não de interações superficiais.

O que fazer diferente:

  • Mostre que você sabe com quem está falando
  • Cite algo concreto da trajetória ou do conteúdo da pessoa
  • Traga um ponto específico para a conversa

Exemplo: em vez de “admiro sua carreira”, prefira “vi que você migrou de engenharia para produto! Estou explorando esse caminho também”.

3. Outro erro de networking: encarar como uma via de mão única

Outra ideia recorrente é a de que muitas pessoas entram no networking pensando apenas no que podem ganhar. Na matéria sobre por que o networking não gera resultados, especialistas destacam que esse tipo de postura é facilmente percebida e tende a afastar conexões. A lógica é simples: relações profissionais sustentáveis dependem de troca.

Mesmo quem está começando tem algo a oferecer. A própria reportagem sugere que valor não está apenas em experiência, mas também em informação, curiosidade, disposição para ajudar e conexão com outros contextos.

O que fazer diferente:

  • Compartilhe conteúdos, eventos ou oportunidades
  • Ajude colegas com dúvidas ou trocas
  • Pense: “o que essa pessoa ganha conversando comigo?”

Networking eficiente é, afinal, sobre construir reciprocidade.

4. Não deixar claro quem você é (ou parecer “genérico demais”)

Outro ponto complicado sobre networking é a falta de clareza sobre si mesmo. Muitos profissionais, especialmente jovens, têm dificuldade de explicar o que buscam, o que estudam ou quais áreas despertam interesse. Isso dificulta que outras pessoas os conectem a oportunidades.

Em outras palavras: se você não comunica sua direção, sua rede não sabe como te ajudar.

O que fazer diferente:

  • Defina (mesmo que provisoriamente) seus interesses
  • Tenha uma explicação simples sobre sua fase atual
  • Atualize seu LinkedIn com foco e coerência.

5. Não dar continuidade (e esperar resultados imediatos)

Por fim, esbarramos na falta de follow-up. Para ilustrá-la: a pessoa conversa em um evento, troca contatos e nunca mais retoma. Depois, conclui que “networking não funciona”.

Especialistas citados nas reportagens produzidas pela Exame reforçam que o problema não está no primeiro contato, mas na ausência de continuidade. Relações profissionais são construídas ao longo do tempo, não em interações isoladas.

O que fazer diferente:

  • Envie uma mensagem após o primeiro contato
  • Retome a conversa com base no que foi discutido
  • Mantenha uma frequência de interação

O que essas matérias sobre erros de networking deixam claro

Levando em consideração essas reportagens da Exame, fica evidente um padrão: networking não falha por falta de esforço, mas por falta de intenção estratégica.

Os erros mais comuns (ser oportunista, genérico, unilateral, pouco claro e inconsistente) têm um paralelo evidente: todos ignoram o aspecto mais importante do networking, que é o relacionamento.

E isso é especialmente relevante para universitários e recém-formados, porque essa fase é justamente quando a rede começa a ganhar forma.

Leia Mais: Networking para quem não tem contatos: 7 estratégias para criar sua rede do zero

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