

Marcela Marcos
Publicado em 27 de maio de 2026 às 12:00h.
Com a popularização do Claude — ferramenta de inteligência artificial criada pela Anthropic e cada vez mais comparada ao ChatGPT — muita gente começou a testar a plataforma para escrever melhor, estudar, revisar textos e organizar ideias. Mas existe um ponto importante aqui: usar IA para escrever melhor é diferente de usar IA para escrever por você.
Uma reportagem da Folha de S.Paulo mostrou como a inteligência artificial pode ser uma aliada no treino de redação, principalmente para quem está se preparando para o Enem, Fuvest, provas da faculdade ou até mesmo para escrever e-mails, relatórios e apresentações no início da carreira.
A seguir, veja 5 formas inteligentes de usar o Claude para melhorar seus textos, sem perder originalidade nem cair na armadilha dos textos genéricos que “parecem escritos por IA”.
Em vez de pedir:
“Escreva uma redação sobre desigualdade social.”
Teste o seguinte prompt:
“Corrija meu texto como um professor rigoroso de redação. Aponte problemas de clareza, argumentação, gramática, coesão e coerência. Não reescreva por mim; apenas faça comentários.”
A diferença é a seguinte: quando a IA escreve tudo, você age de forma passiva e há pouco aprendizado acontecendo. Quando o Claude comenta seu texto, você começa a enxergar problemas que podem aparecer no seu texto, tais como:
Aqui, no Na Prática, já mostramos como montar bons comandos em prompts para escrita com IA, afinal a qualidade da resposta depende da qualidade do comando que enviamos a essas ferramentas.
Não use a IA somente para corrigir o português. Você pode aproveitar a ferramenta para avaliar a qualidade das ideias do seu texto.
Por exemplo, você pode enviar um texto e perguntar:
“Meu argumento está convincente? Onde meu raciocínio está superficial? Que contrapontos eu deveria considerar?”
Esse tipo de prompt ajuda a desenvolver profundidade a partir de argumentos com lógica, contexto e evidência.
Quem lê bastante conteúdo gerado por IA começa a reconhecer padrões como frases muito polidas, estruturas previsíveis, excesso de formalidade, vocabulário artificial e pouca personalidade. São textos corretos, mas sem voz própria.
Uma forma de usar o Claude é pedir análises de estilo:
Esta dica conversa com o que já discutimos aqui no Na Prática sobre como fugir de textos feitos por IA que parecem todos iguais.
Se você pede ao Claude somente “reescreva esse texto”, o resultado é pouco aprendizado. Uma dica é o prompt seguinte: “Reescreva mantendo minhas ideias, mas explique cada mudança feita.” Ou: “Mostre três versões: mais objetiva, mais persuasiva e mais elegante do meu texto, explicando as diferenças.”
A ideia é você ver as mudanças que a IA fez, entender o motivo de cada uma delas e avaliar quais delas você pode adotar nos seus próximos textos.
São pontos como cortar excesso de palavras, variar ritmo, novas formas de abrir um texto melhor, como conectar parágrafos e como fechar uma ideia com mais força.
O Claude permite que você suba textos seus como referência de estilo. Para isso, nas instruções personalizadas, você pode incluir um arquivo no formato .md com artigos, posts ou trabalhos que você já tenha escrito. A partir daí, o modelo passa a entender como você estrutura ideias, qual é o seu ritmo de frase, que tipo de vocabulário você prefere e até como você costuma abrir e fechar parágrafos.
Com isso, você evita textos genéricos que qualquer pessoa pode flagrar como IA e tem um conteúdo que começam a soar como você. Quanto mais exemplos você fornecer ao Claude, mais preciso fica o resultado. Mas não se esqueça de revisar o conteúdo final para deixar tudo com a sua cara.
Leia Mais: Conheça as melhores ferramentas de IA para estudantes
Da mesma forma que a IA pode acelerar o aprendizado, há um risco de a ferramenta se tornar uma espécie de “muleta”. Sempre revise a resposta do Claude e evite copiar o texto pronto entregue pela ferramenta.
Fora que, se você está na universidade ou vai prestar o vestibular, entregar redações geradas por IA como autorais pode fazer com que o professor ou o avaliador dê nota zero para você. Eles já estão acostumados com materiais feitos por Inteligência Artificial e vão conseguir identificar se for o caso do seu texto.
Além disso, nunca dependa da ferramenta para pensar. Ela serve de apoio, não para substituir você.
Por fim, lembre-se de que há sempre o risco de a IA alucinar e inventar fatos ou datas, por isso é importante checar fatos e informações citadas no texto.
Pense no Claude como um professor particular, não como ghostwriter.
Leia Mais: Como usar IA: 10 recursos gratuitos para você se aperfeiçoar
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E se você quiser uma dica avançada por combinar as sugestão de como escrever melhor com o Claude com técnicas de storytelling. Acesse o curso online e gratuito Storytelling de Impacto, do Na Prática, e saiba como criar argumentos mais claros e persuasivos. Acesse aqui.
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Claude é grátis para melhorar textos?
Sim. A versão gratuita do Claude já permite revisar textos, pedir comentários e testar prompts de escrita. Planos pagos costumam ampliar limites de uso e profundidade das análises.
Posso usar Claude para treinar redação de vestibular?
Sim, desde que seja para treino. O ideal é usar a IA para pedir correções, comentários e avaliações de estrutura, nunca para gerar redações prontas que comprometam originalidade.
Claude serve só para redação de vestibular?
Não. Também pode ajudar em trabalhos acadêmicos, apresentações, relatórios, e-mails profissionais, artigos e praticamente qualquer texto que envolva clareza, argumentação e estilo.
Como evitar que meu texto fique com “cara de IA”?
Use a ferramenta para receber feedback, e não para terceirizar escrita. Pedir comentários sobre clareza, estilo e argumentação ajuda a melhorar o texto mantendo sua voz própria.