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Acionistas da Apple decidem manter políticas de diversidade

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Os acionistas da Apple votaram no final de fevereiro para manter as políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) da empresa, rejeitando uma proposta apresentada pelo grupo conservador National Center for Public Policy Research, que pedia o fim dessas iniciativas. A decisão foi vista como uma vitória para a administração da gigante da tecnologia, que tem defendido a importância de cultivar um ambiente de trabalho diverso e inclusivo. Entenda:

Acionistas reafirmam compromisso da Apple com diversidade e inclusão

A votação aconteceu durante a reunião anual de acionistas da fabricante do iPhone e foi interpretada como um teste sobre a percepção do valor dos programas de DEI. Muitas empresas reforçaram ou implementaram essas iniciativas a partir de 2020, impulsionadas pelo movimento Black Lives Matter e pela crescente demanda por maior representatividade no mercado de trabalho.

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Nos últimos anos, programas de diversidade corporativa passaram a enfrentar uma reação conservadora crescente, especialmente com o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. Trump tem criticado as iniciativas de DEI, alegando que podem ser discriminatórias, e já sugeriu que o Departamento de Justiça investigue se essas políticas violam a lei.

Pressão cresce, mas políticas de DEI permanecem intactas

A proposta para encerrar as políticas de DEI da Apple foi amplamente rejeitada, com 8,84 bilhões de votos contra e apenas 210,45 milhões a favor. Os defensores do fim das iniciativas argumentaram que a continuidade do programa poderia aumentar o risco de processos por discriminação. No entanto, a Apple afirmou que possui uma supervisão ativa para mitigar riscos legais e que restringir as iniciativas de diversidade limitaria indevidamente a gestão da empresa.

Tim Cook, CEO da Apple, reforçou o compromisso da empresa com a diversidade durante a reunião, afirmando que a força da Apple sempre veio de reunir pessoas talentosas com diferentes origens e perspectivas. Ele reconheceu que, conforme o cenário legal evolui, ajustes podem ser necessários, mas garantiu que o compromisso da empresa com a dignidade e o respeito a todos permanecerá inabalável.

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As políticas de DEI da Apple incluem programas de apoio a faculdades e universidades historicamente negras nos EUA, iniciativas para ensinar habilidades de programação a comunidades indígenas no México e parcerias com organizações aborígenes que promovem a reforma da justiça criminal na Austrália. Apesar da pressão política, a decisão dos acionistas sinaliza que a busca por inclusão e equidade continua sendo um valor essencial para a empresa.

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