
Redação, do Na Prática
Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 13:04h.
Se você está de olho em engenharia, ciência da computação, direito ou negócios, o novo ranking por área da Times Higher Education, uma tradicional publicação britânica da área da educação, ajuda a responder algumas das perguntas mais comuns entre vestibulandos e jovens profissionais: onde estão as melhores universidades do mundo em 2026? E como o Brasil aparece nesse cenário?
A edição 2026 do THE World University Rankings by Subject traz pistas importantes sobre tendências globais, avanço asiático e o posicionamento de instituições brasileiras como Universidade de São Paulo, Universidade Estadual de Campinas e Fundação Getulio Vargas.
Esses dados ajudam a entender a direção adotada mundialmente em termos de ensino e pesquisa e como o Brasil está inserido nessa configuração. Entenda!
Leia também: 7 maneiras de aproveitar ao máximo os recursos da sua universidade
Engenharia: Harvard University
Ciência da Computação: University of Oxford
Direito: Stanford University
Negócios e Economia: Massachusetts Institute of Technology
O MIT, aliás, aparece como um dos grandes destaques do ranking, figurando entre os primeiros colocados em diferentes áreas (clique no link acima no nome da área para conferir a classificação completa).
Um dos destaques do ranking de 2026 é o crescimento da Ásia, especialmente da China. Instituições como Tsinghua University e Peking University ganharam posições, especialmente em engenharia e ciência da computação. O movimento dessas instituições traz algumas sinalizações importantes: mostra que tem havido investimento pesado em tecnologia, pesquisa aplicada e inovação, paralelo a uma competição cada vez mais global por talentos e produção científica.
Para quem quer atuar em tecnologia, mercado financeiro global ou inovação, essa movimentação importa – e muito!
Cursos gratuitos com certificado: 63 sites com ótimas opções
O Brasil mantém presença relevante, ainda que distante do Top 20 global.
A Universidade de São Paulo e a Universidade Estadual de Campinas aparecem como principais representantes do país. A USP está no top-300, enquanto a Unicamp aparece entre o 301º e o 400º lugar. A lista também destaca a UFRJ (top-600) e a PUC-Rio (top-800).
A Unicamp se destaca nacionalmente, com forte tradição em pesquisa. A instituição aparece no top-300 da área, assim como a USP. A PUC-Rio está entre as 500 primeiras colocadas, enquanto UFRJ e UFRGS ocupam da 501ª à 600ª posição.
A Universidade de São Paulo, localizada no tradicional Largo de São Francisco, lidera entre as brasileiras na área, no 52º lugar, um ótimo resultado globalmente falando. A UFMG aparece entre as 250 primeiras, enquanto a UFSC está entre o 251º e o 300º lugar. O grupo das 400 primeiras colocadas globalmente ainda inclui UFRJ, PUCRS, Unisinos, UERJ, UFPE, UFPR, UFRGS e UnB.
A USP está no top-150 do ranking. A PUC-Rio aparece entre as 400 primeiras, enquanto a Unicamp está no top-500 e a UFRJ, no top-600.
Para quem está em pleno momento de decisão de carreira, vale considerar os seguintes pontos:
Rankings refletem força em pesquisa e reputação global, não necessariamente qualidade da graduação isoladamente.
Universidades brasileiras continuam fortes na América Latina.
O avanço asiático mostra que o eixo global de inovação está cada vez mais distribuído.
Se você pensa em fazer intercâmbio, seguir carreira acadêmica, trabalhar em empresas multinacionais e construir trajetória internacional, vale ficar atento nestas listas, mas sem perder de vista o fato de que ranking é uma ferramenta de apoio. Projeto pedagógico, oportunidades de estágio, cultura da instituição e alinhamento com seus objetivos contam tanto quanto posição em lista internacional.
A listagem da THE, como a pesquisa também é chamada, não é baseada apenas em reputação ou percepção de mercado. Os responsáveis pelo ranking utilizam uma metodologia estruturada com indicadores quantitativos e qualitativos, organizados em cinco grandes pilares, que juntos formam a nota final de cada universidade em cada disciplina.
A seguir, detalhamos o que cada um realmente mede.
Esse pilar busca avaliar a qualidade do ambiente de aprendizagem e considera fatores como reputação acadêmica (a partir de pesquisas com especialistas); proporção entre docentes e alunos; proporção de doutores no corpo docente; número de doutorados concedidos e receita institucional por professor. Para deixar ainda mais claro: a ideia é medir se a universidade tem estrutura, corpo docente qualificado e reconhecimento acadêmico.
Aqui o foco é entender a força da produção científica da instituição. São analisados reputação em pesquisa (survey global com acadêmicos), volume de publicações, receita para pesquisa e produtividade por docente. Este pilar mede não apenas quantidade, mas também densidade e consistência da produção científica.
Esse é um dos indicadores mais relevantes, especialmente em áreas técnicas e avalia quantas vezes os artigos publicados por pesquisadores de determinada universidade são citados por outros colegas no mundo. Quanto mais citada a instituição, maior o impacto de sua produção científica. Em áreas como engenharia e ciência da computação, esse indicador costuma ter peso elevado, pois mede diretamente a relevância internacional das pesquisas desenvolvidas.
Esse pilar observa itens com proporção de estudantes internacionais, total de professores estrangeiros e colaboração internacional em pesquisas.
Aqui o ranking avalia a capacidade da universidade de atrair investimento privado, desenvolver parcerias com empresas e gerar inovação aplicada. Este critério é especialmente relevante em engenharia, tecnologia e computação, áreas nas quais a conexão com o mercado influencia fortemente a pontuação.
Saiba mais: O que fazer na universidade extraclasse?
Você pode estar se perguntando de onde, afinal, vêm os dados. A metodologia combina dados enviados pelas próprias universidades, bases bibliométricas internacionais (como Scopus/Elsevier), pesquisas globais de reputação com acadêmicos e indicadores financeiros e institucionais.
Ou seja, é um modelo híbrido que cruza dados objetivos e percepção de pares acadêmicos. Tudo para que estudantes do mundo inteiro tenham mais informações na hora de decidir onde vão estudar.
—
E antes de terminar este post, uma dica para você. Como o ranking das melhores universidade do mundo em 2026 mostrou, o avanço asiático, principalmente nas áreas de STEM, já é uma realidade. E no Na Prática você pode conferir uma Masterclass online e gratuita, com Jeffrey Towson, sobre o que empresas asiáticas ensinam sobre inovação. Acesse aqui e fique bem informado!
—
Quais são as melhores universidades do mundo por área em 2026?
Entre as líderes estão MIT (negócios e múltiplas áreas), Harvard (engenharia), Oxford (ciência da computação) e Stanford (direito).
A USP aparece bem posicionada?
Sim. A Universidade de São Paulo é a principal universidade brasileira no ranking por área, com destaque em engenharia e direito.
A Ásia está crescendo nos rankings?
Sim. Universidades chinesas como Tsinghua University vêm ganhando espaço, principalmente em áreas tecnológicas.
O ranking é decisivo para escolher universidade?
Não sozinho. Ele ajuda a entender reputação e impacto global, mas deve ser combinado com análise de perfil e objetivos pessoais.