Egberto Santana
Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 19:32h.
Performance profissional é um conceito amplamente usado no mundo corporativo, mas que ainda gera confusão. Afinal, o que realmente define se alguém “performa bem”? É esforço? Talento? Ou são os resultados acima da média alcançados?
Uma revisão sistemática publicada na Revista Administração em Diálogo, da PUC-SP, ajuda a esclarecer essa pergunta ao analisar como o conceito de performance e alta performance vem sendo tratado no Brasil e na literatura internacional.
O estudo “High Performance no Brasil: uma revisão sistemática” mostra que, no contexto brasileiro, performance profissional costuma ser reduzida a eficiência, eficácia e execução de tarefas, com forte foco no esforço e na entrega operacional.
Essa visão, embora comum, é limitada.
A literatura internacional — analisada e comparada no artigo — aponta que performance profissional é um fenômeno mais amplo, que não se resume a “produzir mais” ou “trabalhar mais rápido”.
Performance profissional é definida como a capacidade de executar atividades de forma consistente, eficaz e sustentável, mobilizando habilidades, conhecimentos, processos e atitudes para gerar resultados relevantes.
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A partir da revisão dos estudos nacionais e internacionais, o artigo evidencia que a performance profissional se apoia em quatro grandes pilares:
Performance envolve realizar o que precisa ser feito, com qualidade e dentro dos critérios esperados para a função. Aqui entram eficiência, produtividade e cumprimento de objetivos — elementos muito valorizados nas organizações brasileiras.
Diferentemente da visão restrita ao esforço, os estudos internacionais apontam que performance é um conjunto integrado de competências: técnicas, cognitivas e comportamentais. Não é apenas fazer, mas saber como fazer melhor.
Performar bem também significa responder rapidamente a desafios, aprender com o contexto e ajustar a execução. A performance está ligada à adaptabilidade — não à repetição mecânica.
A revisão mostra que alta performance não é “exceder limites o tempo todo”. Pelo contrário: ela está associada à consistência, ao ritmo sustentável e à melhoria contínua, e não a picos esporádicos de esforço extremo
Um dos achados mais importantes do artigo é que performance não é privilégio de poucos talentos excepcionais. A literatura internacional trata performance como algo desenvolvível, fruto de processos, prática deliberada e execução bem estruturada.
Em outras palavras:
performance não depende apenas de “quem a pessoa é”, mas de como ela executa.
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Segundo os estudo analisados, fica claro que o conceito de performance se conecta diretamente à execução. Profissionais de alta performance são aqueles que conseguem:
Transformar objetivos em ações concretas
Priorizar corretamente
Manter foco e disciplina
Aplicar habilidades de forma prática no dia a dia
Sem execução consistente, conhecimento e esforço não se convertem em performance.
Se a performance profissional é definida pela qualidade da execução somada à capacidade de adaptação, aprendizado e entrega de resultados, então desenvolver performance passa, necessariamente, por desenvolver execução.
É exatamente esse o foco do curso Execução de Alta Performance, do Na Prática.
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