Egberto Santana
Publicado em 15 de julho de 2026 às 10:31h.
As inscrições para os programas de acesso ao ensino superior privado voltam ao calendário dos estudantes em julho de 2026. Enquanto o Prouni abriu as inscrições entre 7 e 10 de julho, o Fies recebe manifestações de interessados de 14 a 17 de julho.
Apesar de aparecerem muitas vezes juntos, Prouni e Fies não são a mesma coisa. Você sabe a diferença entre eles?
Nesta matéria, a gente explica as diferenças entre Prouni e Fies, quais são os critérios de participação em cada um deles, além do calendário de cada programa em 2026.

| Critério | Prouni | Fies |
|---|---|---|
| Diferença principal | Bolsa de estudo | Financiamento estudantil |
| Tipo de instituição | Faculdade privada | Faculdade privada |
| O estudante paga depois? | Não, no caso da bolsa integral; na parcial, paga a parte não coberta | Sim, o valor financiado vira dívida |
| Benefício | Bolsa de 100% ou 50% | Financiamento das mensalidades |
| Nota mínima do Enem | Média mínima de 450 pontos e nota diferente de zero na redação | Média mínima de 450 pontos e nota diferente de zero na redação |
| Renda | Até 1,5 salário mínimo por pessoa para bolsa integral; até 3 salários mínimos para bolsa parcial | Até 3 salários mínimos por pessoa; no Fies Social, até meio salário mínimo e CadÚnico ativo |
| Inscrições 2026 | 7 a 10 de julho | 14 a 17 de julho |
| Perfil ideal | Quem busca estudar sem assumir dívida | Quem não conseguiu bolsa e consegue planejar o pagamento futuro |
A principal diferença entre o Prouni e o Fies está no tipo de ajuda oferecida. O Prouni (Programa Universidade para Todos) concede bolsas de estudo em instituições privadas. As bolsas podem ser integrais, de 100%, ou parciais, de 50% do valor da mensalidade.
Já o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) financia cursos de graduação em faculdades privadas com avaliação positiva do MEC. Nesse caso, o estudante não recebe uma bolsa, mas um financiamento. Ou seja: o valor precisa ser pago depois, de acordo com as condições previstas no contrato.
Os dois processos são gratuitos e feitos pela internet, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. A escolha entre um e outro depende da renda familiar, da nota do Enem, do curso desejado e da capacidade de assumir uma dívida no futuro.
Em geral, o Prouni costuma ser a primeira opção para quem se enquadra nos critérios de renda e consegue uma bolsa integral. Já o Fies pode fazer sentido para quem não conseguiu bolsa, recebeu apenas uma bolsa parcial ou precisa de outra forma de bancar a mensalidade.
Depois do resultado, os candidatos pré-selecionados precisam comprovar as informações diretamente com a instituição de ensino. Por isso, é importante separar documentos de renda, escolaridade, identificação e demais comprovantes exigidos no edital.
Diferentemente do Prouni, o Fies envolve etapas ligadas ao financiamento. Além da inscrição, o estudante precisa validar informações e seguir os procedimentos para contratação, caso seja pré-selecionado.
Para se inscrever no Prouni, o candidato precisa ter feito uma das duas edições mais recentes do Enem aceitas pelo processo seletivo, atingir média mínima de 450 pontos nas cinco provas e não ter zerado a redação. A seleção considera a nota do Enem e o perfil socioeconômico do estudante.
Também é preciso cumprir os critérios de renda. Para bolsa integral, a renda familiar bruta mensal por pessoa deve ser de até 1,5 salário mínimo. Para bolsa parcial, o limite é de até 3 salários mínimos por pessoa.
Além disso, o Prouni é voltado a candidatos sem diploma de ensino superior. O programa também prevê regras específicas para pessoas com deficiência e professores da rede pública que buscam cursos de licenciatura e pedagogia.
Já para concorrer ao Fies, o candidato precisa ter participado do Enem a partir de 2010, com média das cinco provas igual ou superior a 450 pontos e nota acima de zero na redação. Também é necessário comprovar renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos.
Dentro do Fies, existe ainda o Fies Social. Essa modalidade é voltada a candidatos com renda familiar per capita de até meio salário mínimo e inscrição ativa no CadÚnico. De acordo com o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, essas informações são usadas para verificar a elegibilidade do candidato e definir o percentual financiável.
Como se trata de financiamento, o estudante deve avaliar não apenas se pode entrar no programa, mas também se conseguirá assumir o pagamento depois.
Leia mais: A regra simples que pode salvar universitários das dívidas
O Prouni tende a ser a melhor escolha para quem cumpre os critérios de renda, tem boa nota no Enem e quer evitar uma dívida depois da formatura. A bolsa integral é o cenário mais vantajoso, porque cobre toda a mensalidade.
Já o Fies pode fazer sentido para quem não conseguiu bolsa integral, não encontrou uma bolsa parcial viável ou precisa financiar a graduação em uma instituição privada.
Uma forma simples de decidir é pensar assim:
| Se você… | Pode fazer mais sentido olhar primeiro para… |
|---|---|
| Tem renda mais baixa e quer evitar dívida | Prouni |
| Consegue disputar bolsa integral | Prouni |
| Conseguiu bolsa parcial, mas ainda não consegue pagar o restante | Prouni + possibilidade de Fies, quando permitido |
| Não conseguiu bolsa e ainda quer estudar em faculdade privada | Fies |
| Está no CadÚnico e tem renda baixa | Fies Social |
| Não quer assumir dívida depois da graduação | Prouni |
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Qual é a diferença entre Prouni e Fies?
A diferença é que o Prouni oferece bolsas de estudo, enquanto o Fies abre a possibilidade de financiamento das mensalidades em instituições privadas. No Prouni, a bolsa pode cobrir 100% ou 50% da mensalidade. No Fies, o estudante financia o curso e paga o valor depois.
Quem pode se inscrever no Prouni em 2026?
Pode se inscrever quem fez o Enem aceito pela edição, teve média igual ou superior a 450 pontos nas cinco provas, não zerou a redação, não tem diploma de ensino superior e cumpre os critérios de renda e demais regras do programa.
Quem pode se inscrever no Fies em 2026?
Pode se inscrever quem fez o Enem a partir de 2010, teve média igual ou superior a 450 pontos nas provas, não zerou a redação e tem renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos. No Fies Social, a renda por pessoa deve ser de até meio salário mínimo, com inscrição ativa no CadÚnico.
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